Búfalas felizes produzem leite de qualidade :)

“A qualidade é um requisito básico, o que conquista nossos clientes é a forma que trabalhamos”. Assim começou a nossa conversa com Ronaldo Cesar, colaborador da Búfala Almeida Prado há mais de sete anos.

Dentre os pilares da empresa, encontramos o bem estar das búfalas, o foco em genética e o compromisso de produzir os queijos com 100% de leite de búfala. Para garantir que tudo funcione, Ronaldo destaca que “búfalas saudáveis e felizes produzem um leite de maior qualidade”. Na rotina da empresa, explica que o carinho com as búfalas começa antes mesmo de seu nascimento. “Por aqui, as mães recebem tratamento especial no pré-parto, com um pasto inteiro só para elas. Os bezerros, quando nascem, têm aleitamento de suas mães e acompanhamento veterinário de perto para garantir que estejam sempre bem”.

Sobre os cuidados acompanhando o crescimento das búfalas, Ronaldo faz questão de descrever, “têm sempre água limpa, alimentação de qualidade, muita sombra, trato com respeito e bastante calma”.  

Apesar dessa preocupação ir de encontro com o que o mercado exige, ele explica que isso sempre fez parte dos princípios da Búfala Almeida Prado, “algumas empresas dentro do agronegócio, podem optar por soluções mais produtivas e rentáveis, isso não é uma opção para nós”.

Ronaldo relembra o início da parceria com a Olga Ri, “conheço de quando ainda era Casa Buon Gusto, em 2016. A Cris, uma das fundadoras, sempre teve essa preocupação com os animais e com a natureza. Tinha o receio de que, ao tirarmos o leite das búfalas, estaríamos fazendo mal a elas. Mas sempre tentei explicar que existem formas diferentes e melhores de fazê-lo”.

O respeito com os cuidados e com a alimentação das búfalas são essenciais para bons resultado: “antes das nossas búfalas ingressarem na sala de ordenha elas passam por uma antesala, onde recebem hidratação com ventiladores gigantes para baixar a temperatura e uma água vaporizada que as deixam relaxadas.”

 O manejo é feito com música clássica, “descobrimos que esse tipo de música as deixam mais calmas e receptivas”, destaca.  A empresa conta também com um Programa de Qualidade para fornecedores de leite. Este programa possui uma equipe experiente que garante o melhor leite da região, sempre de acordo com os padrões de qualidade.

Na Olga Ri, temos a missão de entregar um produto que leve para as pessoas saúde e boas experiências. Por isso, fazemos questão de conhecer os nosso fornecedores e de priorizar aqueles que compartilham dos nossos valores de pensar o bem-estar animal e o respeito ao meio ambiente.  

Para finalizar, fique com a a playlist que as bufalinhas ouvem antes da ordenha: https://open.spotify.com/playlist/0tXcfeGih4P3AAHJxnynd


“Trabalhar na Olga Ri é ter sempre pra onde voltar e um ponto de partida”

 

Liberdade, competência, garra e muito amor. Tudo isso faz parte da rotina dos entregadores aqui representados e de todos aqueles que, de alguma forma, cruzaram o caminho da Olga Ri. Paulo, Thiago e Jailson são três dos 250 entregadores que passam diariamente por aqui. 

“Trabalhar na Olga Ri é ter sempre pra onde voltar e um ponto de partida” esse é o paralelo que o Paulão, entregador há 4 anos, traça quando lembra da época em que fazia entrega para aplicativos.

Ele começou nesse universo em uma empresa no Taboão da Serra e enxergou uma oportunidade: “A gente fazia muita roteirização, porque era uma empresa de logística. Acabei gostando e vi que ganharia mais fazendo entrega”. Começou sua trajetória com a Uber Eats e, assim, conheceu a Olga Ri. 

Thiago, entregador na Olga desde quando éramos Casa Buon Gusto, começou sua trajetória por conta do desemprego: “Eu estava desempregado durante o ano de 2016 todinho. Antes eu era da área de atendimento e fazia alguns trabalhos como manobrista.  Até que surgiu a oportunidade de fazer algumas entregas extras aos sábados e eu fui!” 

 

Jailson, entregador na Olga Ri e na Rappi, largou seu trabalho para se arriscar na vida de entregador: “Eu trabalhava na Eletropaulo e surgiu a oportunidade de fazer entrega. Tudo aconteceu no ano de 2018. Comecei na Casa Buon Gusto e hoje estou na Olga Ri”. 

As formas que Paulo, Thiago, Jailson e tantos outros chegaram até a Olga Ri são diversas, mas, juntos, eles formam um time incrível e absolutamente complementar ao que acreditamos ser importante na experiência do nosso cliente. Temos o nosso próprio delivery e, para que a operação logística aconteça, contamos com um time de dezenas de entregadores que fazem em média 15 entregas por dia.  

Paulão mora a 20 km da Olga Ri e começa sua rotina de trabalho por volta das 10h30: “Eu ainda faço entrega quando aperta, mas fico a maior parte do tempo ajudando com a roteirização dos pedidos. Com a minha experiência, consigo usar alguns macetes e agilizar bastante coisa”, sorri. 

Jailson costuma trabalhar até 22h30. Além da Olga Ri, atende outros restaurantes e nos intervalos garante um dinheiro extra atendendo plataformas. Não é um trabalho fácil. Sobre a principal diferença entre trabalhar para aplicativos e para um restaurante fixo, destaca: “Sempre que faço entrega para a Olga, tenho onde ficar, onde esperar. Na plataforma dos aplicativos a gente fica em cima da moto esperando os pedidos aparecerem”. 

“Na Olga Ri, priorizamos o contato com o cliente. Nesse sentido, é um trabalho diferente daquele que fazemos para os apps”, afirma Jailson. Além de entregar os pedidos, o entregador da Olga Ri faz a cobrança e recebe feedbacks sobre o produto e o tempo de entrega. “Temos um contato mais próximo com cada um... realmente dá pra criar um diálogo. Conheço alguns clientes pelo nome, é bem legal fazer a diferença no dia do nosso consumidor. Eu sou parte da experiência!”, afirma Jailson. 

Perguntado se gosta do seu trabalho, Thiago nos conta que ama sua profissão: “me sinto livre, sem muita cobrança”. Para Jailson, trabalhar na Olga Ri é satisfatório: “me sinto feliz e seguro”. Para Paulo, o trabalho na Olga Ri é maravilhoso: “eu me sentia à deriva e aqui sou reconhecido”. 

Durante a pandemia, os entregadores estão fazendo uma função essencial porque permitem que mais pessoas se mantenham isoladas. Eles estão linha de frente e merecem nosso profundo agradecimento. 

Na Olga Ri, temos a preocupação de criar um modelo de operação logística que seja melhor para todos: clientes, restaurantes e, sobretudo, entregadores. Sabemos que ainda temos muito a evoluir, mas ouvir relatos como esses nos inspira a fazer um trabalho melhor a cada dia.

 


“Eu quero ser ouvida, quero contribuir. Não quero ser mais um número que segue o ritual de bater ponto. Eu quero fazer a diferença.” - Flávia

“Quando você nasce negro, você já sabe que a sua luta vai ser maior que a dos outros”. É dessa forma que começamos a conversa com a Flávia, especialista de Recursos Humanos da Olga Ri. Preconceito, racismo, assédio e relacionamento abusivo fazem parte da história dela que é mulher, mãe, negra e muito mais.

Flávia ingressou no mercado de trabalho com 17 anos e sempre trabalhou com o público, desde animar crianças e jovens no playcenter, até dar dicas do mundo do cinema na blockbuster. “Sempre tive muita habilidade com gente! Por toda a vida, essa foi uma marca minha”.

O início do mundo profissional não foi fácil. Aos 16 anos, Flávia se recorda que foi a uma entrevista de emprego vestida com uma camisa e uma saia sociais, “lembro que um cara olhou para mim e disse ‘nossa, como você vem para uma entrevista com essa roupa?’ Aquilo me desconcertou. Eu não tinha estrutura pra rebater aquele comentário”. Nascer mulher e negra te obriga a criar uma resistência psicológica fora do normal.

Deixa sempre um pouco de si nos lugares em que passa e carrega parte deles por onde vai. Um de seus aprendizados é a prioridade de nunca deixar o cliente sair insatisfeito ou sem ter o problema resolvido, “trouxe isso para a área de recursos humanos, acredito que o colaborador tem que ser feliz no seu ambiente de trabalho”. 

Sobre o racismo, Flávia destaca que muitos têm um olhar que discrimina “tal pessoa não pode frequentar aquele lugar” e mostra como faz para lutar contra isso diariamente, “eu nunca deixei isso me abater, nunca deixei que isso me colocasse para baixo. Às vezes eu me sentia desconfortável, mas não podia deixar aquilo me dominar”. É preciso coragem e força para encarar a sociedade em que vivemos: “eu cansei de ver e ouvir que se você é negro, não pode alcançar certos cargos sociais, como CEO. Tive que levantar a cabeça e seguir em frente porque senão não chegaria em lugar nenhum”. 

Para Flávia, a ferramenta mais efetiva para o fim do racismo é dar espaço e oportunidades, “quando você é uma pessoa negra, muitas oportunidades lhe serão negadas. Você pode ser reprovado em processo seletivo por causa da cor da sua pele. Isso é inaceitável.”

Parafraseia Edu Lira, de quem é fã: “acredito que todo mundo tem que ter oportunidades, os negros estão batalhando por um lugar. Temos que romper os muros entre a favela e as grandes empresas.”

E foi assim que ela se encontrou na Olga Ri, “quando fiz a entrevista, o Bruno, CEO, disse que queria as pessoas que recebem os ‘nãos’ aí fora, as pessoas que receberam a porta na cara. Descobri que aqui as pessoas têm oportunidade.”

Para Flávia, a Olga Ri é ‘ohana’ - família em havaiano: “fui muito bem aceita, entendo que estou tendo uma oportunidade incrível na minha vida. Agradeço todos os dias, venho trabalhar feliz e vou embora feliz.”

Flávia encontrou força e propósito no Budismo. É alegria e energia boa por onde passa e nos ensina um legado muito importante, “é preciso ter coragem para encarar tudo de forma positiva, sem deixar de lutar por espaço e voz”. Ainda não somos iguais mas temos que lutar para  nos tornarmos quem quisermos ser: “não existe cargo de branco e cargo de negro”. Flávia finaliza a entrevista nos mostrando que, com tanta coisa acontecendo no mundo, é preciso ter coragem, “tive que aprender a me levantar sozinha. Me acho meio anormal às vezes,  tenho muita energia, gosto de me sentir viva. Temos que valorizar a vida”.